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Espero que gostem e deixem os vossos comentários, até já!



Configuração de VPN de baixo custo – 3.ª Parte

No vídeo que acompanha este artigo mostro como proceder de modo a que apenas um ou um grupo de dispositivos tenha acesso à VPN externa. Pode perguntar, porque haveria de querer isto?

Ter a VPN sempre ativa, nem sempre é vantajoso, senão vajamos:

  • A velocidade de tempo de resposta na chamada de sites é mais lenta (Ping);
  • A própria velocidade da internet também é mais lenta;
  • A ligação pode ser interrompida;
  • Em determinadas situação pode ser difícil de configurar.

Aproveito a ocasião para referir as vantagens:

  • O primeira o tema que me levou a fazer estes vídeos, sendo ele: o acesso a conteúdos que de outro modo lhe estariam vedados;
  • A ligação através de uma VPN é mais segura, sobretudo senão estiver a usar serviços de VPN gratuito. Nesse caso, todos os seus dados podem ser, e com toda a certeza serão, escrutinados. Lembre-se que ninguém dá nada sem algo em troca;
  • Ao mascarar o seu IP, pode permitir poupar bom dinheiro, como no caso de reservas de voos e de hotéis;
  • As VPN’s, apesar de ter um custo, são mais baratas que outros sistemas de segurança, é o caso de certas opções existentes nos chamados “antivirus” que se pagam anualmente.

Como já deve ter percebido as vantagens ultrapassam largamente as desvantagens, não só consegue aceder ao conteúdos que deseja, mas também o pode fazer de modo privado.

Pode aproveitar o melhor de dois mundos: Pode ligar a desligar a VPN sempre que quiser, mas também pode “associar” a VPN a um dispositivo ou a um grupo de dispositivos. Sendo isto realizado através da aplicação, algo já explicado, sendo um processo tão simples como descarregar a instalar uma aplicação específica do serviço VPN que contratou. Se a configuração estiver a ser realizada através de um router, fique sabendo que também é possível especificar um, ou um conjuntos de dispositivos. O vídeo anexo a este artigo mostra precisamente como reencaminhar certos dispositivos da sua rede para aceder ao serviço VPN, deixando o resto da rede com ligação directa ao exterior.

Este exemplo mostrar apenas a configuração do serviço de VPN, ou seja, irá ficar disponível em todos os dispositivos que estejam ligados à sua rede de casa.

O serviço que aqui vou usar é o da privatevpn.com, este serviço cumpre sendo na minha opinião aquele que melhore relação preço qualidade oferece.

24 meses de serviço por pouco 45 dólares é um valor quatro vezes inferior à concorrência mesmo com promoções a decorrer

Para quem precisa de mais serviços, recomendo o expressvpn.com caso necessidade de uma VPN através de DNS, uma opção boa para quem tem appleTV e não pode ou não quer configurar nada.

Buy Me A Coffee

O próximo artigo será sobre como atribuir a VPN a dispositivos selecionados que pertençam à sua rede, isto sendo realizado através do router.

Configuração de VPN de baixo custo – 2.ª Parte

Antes de tudo este artigo vem no seguimento de um artigo anterior “Conteúdos Amazon Unlimeted e Premium e outros em Portugal, configuração de VPN de baixo custo”, pelo que faz todo o sentido ver primeiro caso ainda não o tenha feito.

Os tipos de instalação realizadas pelos ISP’s actualmente

  1. Um router onde tudo liga, nomeadamente IPTV, VoIP, e claro dispositivos LAN e WiFi.
  2. Nas instalações mais antigas e no caso de uma instalação de fibra (Vodafone, MEO e algumas na NOS), pode ter:
    1. ONT+Router

Primeira configuração – Router onde tudo liga

Router onde tudo liga. É uma configuração do tipo tudo ou nada, por outras palavras, ou dá para colocar VPN e tudo o mais que desejar, pois permite o acesso de um segundo router ao exterior; ou não dá para fazer nada, permitindo apenas o uso de um segundo router como ponto de acesso e neste caso, só mesmo o uso da aplicação instalada no dispositivo resultará.

Caso o seu router permita abrir uma das portas ao exterior, então ótimo. É o caso do SmartRouter da Meo que o permite fazer na porta 4. A NOS também permitia abrir a porta 4 ao exterior, mas é algo que devem verificar, mais informação à frente.

Ativação do modo Bridge no router da MEO
Ativação do modo bridge no router da MEO – Procure configuração semelhante no router da sua operadora

Como sempre, recomenda-se que use um IP estático no segundo router…

Com esta configuração pode desligar a rede WIFI do router da operadora assim ganhando na qualidade da sua rede WIFI e poupando um pouco na energia eléctrica.

Há uma configuração que pode ser realizada e que diverge desta. Usar um segundo router barato, sem suporte para o protocolo OpenVPN. e que fica por trás do router do ISP. Este router liga a sua porta WAN a uma das portas LAN do router o ISP, sem ser em bridge, pelo que seja o router do ISP irá gerir o serviço DHCP. Vamos supor que o router é da Asus, que permite que a sua porta WAN funcione com o protocolo L2TP ou PPTP, todos têm este protocolo, pode é o fornecedor da VPN não oferecer esta possibilidade de ligação… Mas isso é algo que deverá verificar previamente.

De seguida basta indicar o nome de utilizador a palavra passe, facultado pelo servidor do operador VPN. Com esta configuração, todos os dispositivos que estiverem ligado a este ponto de acesso terão acesso à VPN.

Segunda configuração – ONT+Router

A instalação ONT+Router ainda é efetuada, sobretudo ao nível empresarial, mas caso seja pedido pelo cliente no momento do contrato, ou ao técnico antes que a instalação do serviço seja feita, esta configuração pode ser instalada em sua casa.

Esta situação é excelente porque é a que menos dispositivos precisa de ter ligados a consumirem energia eléctrica. Sendo um consumo de 24/24 horas e 365 dias por ano, ter um dispositivo extra que pode gastar à volta de 10Wh, dá por ano 17,5€ já com IVA (preços para 2020). O problema é que pode ter muitos dispositivos destes .

Neste caso, a ideia será substituir por completo o router da operadora.

LAN’s Virtuais

A VLAN, ou LAN virtual, é devida à necessidade de criar três tipos de “canais” de tráfego virtualmente. Em miúdos: o ONT dá um sinal em “bruto”, com o router ou o switch, vamos encaminhar esses dados para três destinos diferentes:

  • IPTV
  • Internet
  • VoIP (telefone)

Assim cada um dos destinos está isolado dos outros, isso também permite uma melhor gestão. Quando estamos perante uma rede tipo: ONT e o seu Router; deverá configurar o router para identificar a porta LAN com uma determinada identificação, isso chama-se VID e daí sairá para um determinado dispositivo. eventualmente a explicação é demasiado simplista, mas o objetivo não é entrar em detalhe neste tema…

Tudo isto e no caso de ter um ONT+Router da operadora, é importante que o seu router suporte VLAN’s e de preferência o protocolo IGMP.

Exemplo de dois routers que permitem esta configuração, pelo menos no momento em que o artigo foi feito. Os links que vou deixar são da Amazon. As razões são simples para quem vive em Portugal:

  1. Pode testar sem problemas durante 1 mês, não levantam questão alguma na devolução e são rápidos a devolver o dinheiro…
  2. Não pagam portes nem para o envio, nem para devolver caso o tenha que fazer
  3. Ao comprar com este link estão a ajudar o canal com uma pequena percentagem, sendo o valor exactamente o mesmo para quem compra, obrigado ☺️

Sugiro apenas estes routers e nenhum da ASUS, devido à sua estabilidade, o software é mais potente e incomparavelmente superior, quando comparado com aquilo que conheço. Sei que o que acabo de referir é controverso, mas baseia-se na minha experiência, com routers ASUS, D-Link e Linksys. Se está interessado em saber mais, leia um pouco mais à frente o porquê desta escolha.

Synology MR2200ac – Mesh router, mais barato e com o mesmo software do RT2600ac, para um orçamento inferior
Synology RT2600ac – O mais poderoso, mas mais caro…

Dito isto, os ISP podem a qualquer momento inviabilizar a utilização do uso das VLAN’s do modo que aqui se apresenta, sempre sobre a capa de melhorar o serviço dos clientes, podendo não oferecer alternativas, de qualquer modo, a não ser que comecem a bloquear o acessos aos servidores VPN situados noutro pontos geográficos.

Segunda configuração mas sem router que suporte VLAN’s

Caso o seu router seja básico e não suporte os serviços necessários, deve usar um switch que suporte esses serviços: VLAN’s e IGMP. Este deverá ser colocado entre o ONT e o seu router. Neste caso, também pode guardar o router da operadora. Em ambas as situações perde o telefone fixo, caso o queira manter terá de adquirir um outro dispositivo

Netgear GS105E – Switch com gestão

Por exemplo a Vodafone, pelo menos ao momento em que este artigo está a ser escrito, opera com as seguintes VLAN’s:

  • VLAN 100 – Dados (internet)
  • VLAN 101 – VoIP (telefone)
  • VLAN 105 – IPTV (box IPTV)

A MEO também terá os seus ID’s para os diferentes serviços, mas todo o que foi referido anterior aplica-se pelo menos à MEO e à Vodafone.

Nesta situação o Switch tem de marcar, “Tag” as VLAN antes de as enviar para o router. E porque é que tem marcar (Tag) as VLANS? Porque o router irá receber estas VLAN’s numa única porta, a porta WAN e por essa razão, elas precisam de sair com algum marcador “Tagged” para que este as possa diferenciar. Esta é mais uma explicação simplista, mas que para o assunto deste artigo pode começar a ficar já demasiado técnica.

MEO com o router FiberGateway

É a que tem o melhor router neste momento. Permite a abertura de uma porta do seu router para que possa lá ligar um segundo router com acesso directo ao exterior.

Neste caso precisa do segundo router e do serviço VPN activo.

Se está nesta situação proceda de acordo com a primeira configuração

Se está na Vodafone, com a segunda configuração (ONT+Router)

  1. Precisa do segundo router e do serviço VPN activo.
  2. Um Switch com capacidade de configuração de VLAN’s
  3. Caso tenha um router da synology ou da ASUS, não precisa do Switch, ligando estes directamente a ONT. Perde é o acesso ao telefone se o fizer assim.

Cheguei a ter esta solução implementada enquanto cliente da Vodafone . O primeiro router testado foi um router da ASUS, mas não foi a solução que procurava, devido a problemas de estabilidade e o firmware do router sempre cheio de problemas. Existe inclusivamente uma página da ASUS Portugal, para quem quiser, com informação sobre como configurar alguns dos seus router para: MEO, Vodafone e NOS.

Mais tarde adquiri o router da Synology.

Se está nesta situação proceda de acordo com a segunda configuração

Se está na Vodafone com o Smart Router.

Parece ser possível usar um segundo router através do reencaminhamento do tráfego externo para este.

Se está nesta situação proceda de acordo com a primeira configuração

Se está na NOS com o Router 4.0 ou 5.0

Parece ser possível usar um segundo router através do reencaminhamento do tráfego externo para este.

Se está nesta situação proceda de acordo com a primeira configuração.

No entanto não tenho como confirmar, dado não ter acesso a uma instalação NOS. A configuração que garantidamente funciona com a NOS, é que foi descrita anteriormente neste texto

Nenhum dos cenários apresentados

Existem empresas que disponibilizam o serviço VPN através de um DNS, se é que podemos chamar a isto VPN, o nome mais correcto seria DNS Proxy… Esta solução, simplifica a configuração, sobretudo para quem tem uma AppleTV ou outro dispositivo com menos configurações de rede, basta usar o DNS fornecido e configurar o dispositivo em esse DNS e já está, e o caso da expressvpn.com

Esta solução, tem potencial para ser mais rápido, pela simples razão do trafego não ser encriptado. Portanto um DNS proxy também permite o acesso aos conteúdos, mas funciona de modo diferente ao de uma VPN.

No exemplo apresentado no vídeo vou usar um router da Synology, no entanto para outras marcas o processo deverá ser idêntico. Prefiro este router, pela facilidade de clareza que o backoffice apresenta, mas sobretudo pelo serviço de apoio ao cliente, que é personalizado e que dá resposta. O mesmo não posso dizer de todos os outros routers que já tive, e á foram alguns …. Com a synolgy no caso de problemas ou dúvidas, pode expôr a situação, é aberto um caso e a reposta surge habitualmente em menos de 12 horas. Agora a parte boa, senão conseguirem resolver, eles pedirão acesso ao router para resolver a situação remotamente. Podem inclusivamente escolher a região de origem do técnico, devido a questões legais relativas à privacidade segurança de dados. Isto sim é serviço!

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Centro de suporte do sistema operativo SRM da Synology. Quem conhece as NAS, vê a familiaridade.

Este exemplo mostrar apenas a configuração do serviço de VPN, ou seja, irá ficar disponível em todos os dispositivos que estejam ligados à sua rede de casa.

O serviço que aqui vou usar é o da privatevpn.com, este serviço cumpre sendo na minha opinião aquele que melhore relação preço qualidade oferece.

24 meses de serviço por pouco 45 dólares é um valor quatro vezes inferior à concorrência mesmo com promoções a decorrer

Para quem precisa de mais serviços, recomendo o expressvpn.com caso necessidade de uma VPN através de DNS, uma opção boa para quem tem appleTV e não pode ou não quer configurar nada.

Buy Me A Coffee

O próximo artigo será sobre como atribuir a VPN a dispositivos selecionados que pertençam à sua rede, isto sendo realizado através do router.

Agradeço ao José Luís Novais pela participação em co-autoria neste artigo.

Conteúdos Amazon Unlimeted e Premium e outros em Portugal, configuração de VPN de baixo custo

Como aumentar o leque de oferta de conteúdos reduzindo os custos na aquisição destes? Quem tenta estar actualizado num mundo em permanente mudança, sabe que obter informação a partir de páginas como a Wikipédia, blogs e outros pode não ser suficiente, até porque alguns conteúdos técnicos não se encontram compilados com a estrutura, organização e rigor que um bom livro pode oferecer. Por outro lado, nem toda a informação está disponível gratuitamente.

No trabalho do Designer ou projetista, não devem existir limites relativamente aos recursos a que pode aceder. Por isso, livros, catálogos, tabelas técnicas, manuais técnicos, mas também apontamentos, revistas e outros periódicos em suporte físico, são fundamentais e constituem parte da informação usada no dia a dia.

Uma das fontes a que todos recorremos, e que tem vindo a assumir um papel cada vez mais importante com o passar dos anos, é a internet. Por estar sempre disponível, mas também, pelo acesso que permite a grandes bases de dados que disponibilizam conteúdos em formato digital, como: livros, revistas, meios audiovisuais, e claro, nas compras online de produtos físicos. Claro que muitos dos conteúdos são gratuitos, mas uma palavra de aviso; é fácil cair em “facilitismos”, acreditar que tudo o que se vê está correto, é objetivo e preciso, aliás, muito daquilo que se lê e vê de modo gratuito, não passa de artigos de opinião e por isso, devemos ponderar bem o que fazer com essa informação.

A Amazon é uma empresa que disponibiliza uma grande catálogo de produtos, senão mesmo o maior ao nível mundial, oferecendo todos os recursos que acabei de enumerar a uma preço habitualmente inferior. Mas se tiver uma subscrição, como um serviço unlimeted, então estamos a falar numa fracção do preço de mercado no caso dos livros. Mas, se está a ver este vídeo, sabe bem ao que me refiro, e por isso, não vale a pena explicar as vantagens destes serviços. Mais, informo que este vídeo não é patrocinado pela Amazon, estou a usar a amazon como exemplo porque é o serviço que conheço…

O acesso a estes conteúdos através de uma ligação de internet em território Português, e na grande maioria dos países, está vedado. A não ser que resida em países como a Alemanha, França, Itália ou Espanha, terá acesso a parte dos conteúdos disponíveis. Para ter acesso a tudo, só mesmo através de uma ligação de internet em que a localização geográfica se situe em território Inglês ou Norte Americano, aqui sim, tem acesso ao pleno dos serviços digitais da Amazon, tanto o Prime como Unlimeted.

Esta limitação de acesso é imposta por terceiros a estas empresas prestadoras de serviços, impedindo de modo discriminatório o acesso a conteúdos de qualidade a que todos deveríamos ter acesso. O mercado do audiovisual é em exemplo bem conhecido. As operadoras de telecomunicações, que estão por trás do serviço de televisão por cabo, tem poderosos lobbies ao nível político que zelam pelos seus interesses, que nem sempre são os mesmos do consumidor. Por outro lado, o mercado Português é muito pequeno para que empresas como a Amazon se implementarem cá.

Julgo que nunca teremos uma amazon.pt. Mas quem sabe um dia não teremos uma amazon Ibéria, temos todas as condições para que isso seja uma realidade, até o mais difícil, que é a rede de distribuição está implementada através de empresas como a SEUR e outros.


A situação da limitada oferta dos conteúdos digitais em Portugal, é relativamente fácil de contornar. Pelo menos até ao momento, o uso de uma VPN abre-nos as portas a este vasto repositório de informação.

Para quem não sabe o que é uma VPN procure na descrição deste vídeo, mas posso já dizer que VPN significa: Virtual Private Network.

A VPN é legal? Sim é legal, desde que não a use para cometer ilegalidades. A VPN só por si é perfeitamente legal, sendo usada diariamente por empresas em todo o mundo, permite uma ligação directa e segura aos seus servidores a partir de outras localizações remotas.

Mas se mora na China ou na Rússia, as VPN’s são ilegais, e são-no porque abrem o acesso aos seus cidadãos a todos os conteúdos exteriores ao país… “Estão a perceber o padrão?

Com a VPN é possível atribuir ao seu computador um endereço IP que pode estar localizado geograficamente num outro pais. Deste modo as empresas de conteúdos vêm o acesso como sendo efectuado no país onde está a VPN, No caso Português, em termos de consumo de conteúdos, o ideal será Inglaterra, ou a América do Norte, abrindo deste modo o acesso pleno aos serviços que até então lhe estariam vedados.

Sendo a VPN um serviço, alguém o deve manter, para que seja: estável, atualizado e seguro, e por isso, não é gratuito, soma-se a isto a necessidade de existência hardware associado e consumos eléctricos que alguém tem de pagar… Se souber onde procurar encontrará preços acessíveis e por vezes promoções irresistíveis.

Para ter uma ideia o preço médio nos serviços mais conhecidos, mesmo com descontos, ronda os 80€ anuais.

A pergunta que deve fazer é: Compensa? Dependendo do seu perfil de consumo, pode compensar, e muito. O caso que conheço bem, a amazon unlimted, oferece todo um leque de serviços apenas acessíveis a alguns privilegiados que residem em certas zonas do globo a que pode ter acesso ainda hoje.

Mas uma VPN permite muito mais, faça uma pesquisa e rapidamente perceberá todo o seu potencial.

Neste conjunto de vídeos que apresento vou mostrar como despoletar um serviço VPN.

Para quem já sabe como o fazer, deixo aqui o link para o serviço que uso, oferece todas as possibilidades que acabo de mencionar, mas a 1/4 do preço do habitual, isto pelo menos no momento em que este artigo foi colocado online. Ou seja, por aproximadamente 45€ fica com 2 anos de um serviço quem em nada fica atrás dos outros com nomes mais conhecidos.

Serviço adquirido à dois dias, relativamente à elaboração deste artigo

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Normalização no desenho técnico

Introdução

Podemos pensar em normalização como sendo uma  racionalização.

O desenho técnico pode ser visto como uma forma de comunicação objectiva, não oferecendo espaço algum a segundas interpretações. Por sua vez, o desenho artístico, pode e muitas vezes é, subjectivo.

A aplicação de normas no desenho técnico, impede que surjam diferentes formas de representação do mesmo objeto, o que o poderia tornar subjectivo; isto não significa que não se possa considerar um desenho técnico uma “obra de arte”, pode ser de facto arte, sobretudo quando realizado à mão, mas não o podemos classificar na categoria das artes plásticas (belas artes). Note-se que um desenho técnico é uma “obra” eminentemente prática! Mas isso não quer dizer que este não possa conter a informação necessária para a elaboração, por exemplo, de uma obra de arte…

É fácil começar a divagar sobre o tema, mas não há dúvida, o desenho técnico deve ser objetivo, seguir regras bem estabelecidas, tratando-se de um documento de cariz prático.

As normas

O desenho técnico segue normas estabelecidas internacionalmente (ISO: International Standard Organization). No entanto, cada país possui “comissões técnicas” que transportam as normas ISO, e outras de caráter mais ao menos regional, para a sua linguagem.

Assim, e no caso de Portugal, em termos muitos gerais temos:

  • Documentos normativos Portugueses: (NP);
  • Documentos normativos Europeus: (NP EN);
  • Documentos normativos Internacionais: (NP EN ISO).

Trata-se de um estrutura bem definida, na qual Portugal deve respeitar as normas europeias e a Europa deve respeitar as normas internacionais, estas abrangem todas as actividades humanas.

As normas no desenho técnico

O desenho técnico segue normas internacionais (ISO), por isso deverá ser interpretado de igual modo independentemente do país ou língua. Por essa razão, é altamente codificado. Imaginemos que colocamos uma descrição textual num desenho, por exemplo:

“O acabamento da superfície deve ser polido ao ponto que os riscos de maquinagem não sejam visíveis”.

Se refletirmos um pouco, rapidamente percebemos que esta afirmação levanta algumas questões:

  1. Quem vai ler o desenho fala Português?
  2. A definição de polido é subjectiva;
  3. quem vai avaliar o acabamento superficial, pode ter problemas de visão;
  4. e outras…

Isto é apenas um exemplo, há muitos outros, alguns deles divertidos:

Num grupo de 3 ou 4 pessoas, tente descrever verbalmente uma caneta sem a mostrar; mas faça-o com grande detalhe, para não escapar nada: forma; cor; material; tudo… Depois, peça ao seu colega para a desenhar. Irá rapidamente perceber que a comunicação verbal é de facto muito primitiva!

Quando a comunicação é escrita, a situação tende a piorar. Mas porquê? Porque é difícil descrever objectos verbalmente. Por outro lado, também não irá conseguir exprimir sentimentos através do desenho técnico.

Como humanos, temos necessidade de várias formas de comunicação para que nos possamos exprimir. A subjetividade surge nas belas artes; a objetividade surge na matemática e num dos seus ramos, a geometria e precisamos das duas.

Tudo isto para ilustrar que o desenho técnico deve ser objetivo, segue regras muito específicas, precisamente para permitir uma comunicação sem segundas interpretações.

O vídeo que se segue mostra alguns dos aspectos básicos da normalização do desenho técnico. Iremos analisar os primeiros tipos de linha, como também, os elementos necessários para que um desenho técnico possa ser considerado como tal e mais…

  1. Papel para o documento (desenho)
    1. Margem
    2. Legenda:
      1. Identificação da peça/conjunto;
      2. Identificação da empresa;
      3. Código para rastreabilidade;
      4. Identificação dos elementos envolvidos na criação, verificação e aprovação do desenho, como também, a respetiva data de cada um dos acontecimentos.
    3. Escala do desenho;
    4. Materia prima:
      1. Fornecedor;
      2. Tratamento térmicos ou superficiais;
    5. Tolerancias gerais, princípios de toleranciamento;
    6. Acabamentos superficies ;
    7. Tabela várias:
      1. Tabela de revisões;
      2. Tabela de pontos de controlo de qualidade;
      3. Tabela de furos;
      4. outras tabelas.
    8. Ferramentas envolvidas na produção da peça, molde, cunho, cortante, gabaritos e outros;
    9. Lista de peças – no caso do desenho de conjunto;
    10. Outros elementos que a empresa achar necessários à correcta definição do produto.
  2. Tipos de linha;
  3. Letras e algarismos para as anotações.

O que não deve constar num desenho técnico:

  • textos descritivos, e por isso não codificados, que podem levar a subjetividade na interpretação;
  • No caso dos desenho produzidos através de ferramentas CAD, alterações manuscritas não devem existir. Em caso de alterações, estas devem ser realizadas directamente no sistema CAD, sob pena de serem perdidas, podendo impedir a determinação do apuramento de responsabilidades;
  • Axonometrias, as axonometrias não devem existir quando existe um desenho ortográfico. Sendo isso uma duplicação de informação e por isso desnecessárias. O uso destas leva inevitavelmente a uma degradação da capacidade de visualização espacial por partes dos técnicos envolvidos. Assim deve existir apenas uma das representações, sendo a ortogonal superior pois é a única que permite esclarecer cabalmente o componente.

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Solidworks – Nível Básico I

Este é o primeiro vídeo numa série de vídeos que irão dar a conhecer alguns dos aspectos mais básicos do Solidworks. Vem no seguimento dos vídeos:

Neste vídeo iremos modelar a seguinte peça

Comandos para edição de formas

A aplicação destes comandos será realizada ao seu nível mais simples:

  • Offset – Cria uma cópia das entidades a uma determinadas distância, mantendo a direcção;
  • Trim – Apara o elementos geométrico, dento como fronteiras os elementos geométricos que intersectam;
  • Mirror – criar uma cópia dos elementos selecionados relativamente a uma linha de simetria.

Configuração base das propriedades do documento

  • Propiedades customizadas:
    • Material;
    • Massas;
    • Dimensões de atravancamento – Relacionados com a função Boundery Box.

Comandos de edição de operações

  • Shell – Com paredes de dimensão diferenciada;
  • Rib – Criação de nervuras de reforço.
  • Mirror – Como duplicação simétrica de corpos e de operações

Explicação da diferença existente entre o mirror como comando de edição de formas e o mirror como comando de edição de operações

  • Chamfer – Como ferramenta de escareamento

Comandos complementares

  • Bouding Box – Pertence às funções relativas à criação de geometrias de referência e permite extrair as dimensões de atravancamento e volume da peça.

Exemplo de aplicação das propriedades do documento

Aplicação prática das propriedades relativas ao modelo num documento drawing, concretamente na legenda.

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