O desenho manual VS CAD

Hoje em dia, praticamente ninguém dispensa a utilização de sistemas CAD como auxílio ao desenho. As razões são de vária ordem: facilidade de correcção e alterações do desenho, como revisões etc. que podem ser conseguidas com alguns comandos sem danificar o desenho original. Até a definição de cópia/original deixou de ser tão importante; dando lugar à palavra, Backup (cópia de segurança).

A introdução dos sistemas CAD deram origem a uma revolução tão grande, que apesar de já ter tido início há alguns anos, ainda existem pessoas fora da área que julgam que a compra de um sistema de CAD sofisticado irá miraculosamente resolver todos os problemas de projecto e de produtividade que possam ter na área do desenvolvimento. Nada podia estar tão longe da verdade! Nos dias que correm, a formação dos desenhadores é de grande importância para o desenvolvimento das empresas. Acima de tudo um desenhador deverá conhecer bem as normas de desenho e assimilar essas ferramentas de trabalho. Nesta primeira fase de aprendizagem, introduzir um sistema CAD não trará grandes vantagens, o aprendiz deverá usar as ferramentas tradicionais, como a lapiseira, a régua e o transferidor. É importante que ele tenha tempo de assimilar todos os conceitos técnicos; nada melhor que realizar um desenho manualmente e no final contemplar o trabalho por ele criado e tirar daí prazer.

Os sistemas CAD nada são, senão que uma ferramenta moderna, mas que como ferramenta que são, nada conseguem sem um operador hábil e conhecedor da sua especialidade base, o desenho técnico.

Desenganem-se aqueles que comprando sistemas CAD paraméricos e associativos, terão um aumento de produtividade/qualidade na área de projecto, apenas com a contratação de pessoas capazes de operar o sistema CAD. Antes de mais o operador de CAD deverá ser um desenhador qualificado.

Nos dias de hoje o desenhador projectista tem de enfrentar novos desafios pois para além de ser especializado nas áreas tradicionais, Desenho, órgãos de Máquinas, Mecânicas dos Materiais, Electricidade, automação, etc. ..deverá ainda dominar um ou mais sistemas CAD, e eventualmente aprender alguns dos sub-sistemas do CAD como o CAM. Com todas estas valências o desenhador é uma peça fulcral na organização da empresa, pois dele depende muitas vezes o ciclo de um produto que vai desde a concepção até ao produto final.

Um dos temas seguintes será: “Os pontos a ter em conta aquando a escolha de um sistema CAD

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4 thoughts on “O desenho manual VS CAD

  1. ARCELINO SPINDOLA ATAIDES NETO diz:

    Na minha opinião, o CAD já é a ferramenta utilizada pelos desenhistas de projetos e engenheiros da atualidade, mas para que se forme um bom profisional na area de projetos todos tem que ter conhecimento do desenho feito na prancheta, principalmente para conhecer as normas de desneho tecnico.

  2. Paulo Henrique Alves diz:

    Gostei muito desse artigo,muitas vezes quando fazemos algum tipo de comentário em relação a certa coisas execultadas a mão que é de tão importância quanto a usar certos recursos computacionais, alguns nos chamam de retrô, como nesse caso do desenho técnico e do cad, outra coisa que esta deixando as pessoas alienadas é a auto correção nos textos digitados em algum editor de texto, as pessoas estão deixando de se preocuparem se estão ou não escrevendo corretamente, assim é caso de muitos usuários de cad quando necessitam de fazer um desenho a mão enfrentam dificuldades. Parabéns pelo o artigo e um forte abraço!!!

    • Tenho notado nos últimos tempos, pelo menos em Portugal, um declínio muito acentuado do interesse pelo desenho técnico. Infelizmente as escolas de referência estão a relevar para 2 plano este tema, em detrimento de outros assuntos mais generalizas. Infelizmente é triste assistir a isto em escolas técnicas de onde outrora saiam jovens qualificados.
      É um novo tempo, em que não se olha para a qualidade do ensino, apesar de ser apregoada o contrário pelos dirigentes.
      O ensino profissional está a ser completamente destruído. Algo que demorou anos a erigir, está a ser desmantelado a favor de critérios economicistas e estatísticos.
      Note-se o CINFU – Centro de Formação Profissional da Indústria de Fundição, foi criado em 24 de Abril de 1981 e que fechou as portas este ano. Por maus caminhos estão outras escolhas profissionais ainda maiores, outrora referências no ensino técnico.

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